Bark Psychosis, Hex - 1994
○●○● Resenha Álbum ○●○●
Bark Psychosis, Hex - 1994.
Esta seminal banda de post-rock pretende, através de sua música, mostrar a beleza do minimalismo, subvertendo os gêneros do rock, do jazz e até da música ambiente. Em seu álbum de estreia, Hex, de 1994, os integrantes conseguiram criar uma obra que costumo chamar de trilha sonora para solidão. As músicas são lentas, introspectivas e sombrias, perfeitas para se desconectar do mundo e ficar sozinho ao som de percussões e acordes de piano.
O disco se inicia com "The Loom". Seu início minimalista, com piano e voz suave, evolui para uma atmosfera de sintetizadores e percussões de World Music. É um dos grandes destaques do álbum. Em seguida, temos "Street Scene", o primeiro e único single do álbum, onde linhas de baixo estabelecem o padrão rítmico e melódico da canção, com sons de percussão e triângulo, além de melodias de guitarra e clarinete executadas com perfeição.
"Absent Friend" poderia ter saído de algum álbum do Pink Floyd. É uma bela música com guitarras pontuais e limpas, e o riff de baixo mais uma vez marcante. Efeitos na voz contribuem para uma atmosfera atmosférica e quase progressiva.
"Big Shot" apresenta uma pegada de World Music, com destaque para o baixo e a bateria, entre camadas de teclados e sintetizadores. É como uma música de elevador que te leva para o próximo andar em uma viagem astral.
"Eyes and Smiles" é outra faixa com um riff de guitarra limpo e minimalista, acompanhado por uma bateria marcante. No meio da música, ela se transforma em uma espécie de jazz psicodélico e lisérgico, uma das mais características do post-rock do álbum.
"Fingerspit" é minimalista e carrega o DNA do post-rock. O cantor canta entre variações de piano e guitarra, ora limpas ora distorcidas, presentes em toda a música. Enquanto isso, o baterista conduz a faixa com uma levada de jazz.
"Pendulum Man", a faixa mais longa, com seus nove minutos, inicia com um riff sequencial de guitarra. Os acordes servem como um tipo de mantra, enquanto o teclado cria uma atmosfera fria e minimalista. O baixo retorna com uma linha simples, porém marcante. No meio e no final, os teclados assumem o papel de tocar poucas notas, formando melodias ambientais. Vale destacar que a música é instrumental em sua totalidade.
Com seus cinquenta minutos de duração, este álbum consegue transmitir uma sensação de conforto para quem o escuta. É excelente para ser apreciado sozinho, prestando atenção em todos os pequenos detalhes, os quais são minimalistas, mas muito bem compostos, tocados e pensados.
Se você quer conhecer e entender o que é o post-rock, Bark Psychosis Hex é um excelente ponto de partida.
Isso é tudo pessoal, até breve.


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