Tanto Faz - Reinaldo Moraes, 1981

○●○● Resenha Livro ○●○● 


Tanto Faz, Reinaldo Moraes 1981.

Eis aqui mais um dos clássicos da literatura brasileira dos anos 80. A literatura está diretamente informal e absolutamente sarcástica, abordando as vivências e a cultura de sua época. Aqui, o autor se coloca dentro do texto como um alter ego marginal ou não. Vinde "Feliz Ano Velho", onde Marcelo Rubens Paiva fez história ao relatar sua tragédia de vida de maneira nada convencional e até divertida.

Reinaldo Moraes tinha tudo para ser mais um boêmio da noite de São Paulo. E graças à literatura, ele transcendeu, nosso "Bukowski" brasuca, administrador por formação e escritor por convicção, estreia em 1981 com "Tanto Faz", livrinho divertido, de linguagem simples e até chula em algumas boas partes. Uma crônica do jovem adulto oitentista que nunca deve ser esquecida. Se ainda não leu, leia.

O livro narra as aventuras de um protagonista, anti-herói eterno adolescente que vai a Paris, com a desculpa de uma bolsa de estudos. Mas o rapaz não vai com a intenção de estudar. Ele sonha em ser escritor e sair das amarras da burocracia acadêmica e profissional. Sua jornada pelas terras francesas é regada a álcool, sexo e drogas. Só que toda festa sempre tem o seu fim, e ele tem que voltar à sua chata realidade.

Tudo escrito aqui já ofendia a sociedade brasileira naquela época de seu lançamento, imagina hoje em dia. Mas arte é isso aí, você pode fazer o que quiser, quem escolhe se vai absorver ou não é o espectador. Este livro teve uma continuação em 1985, chamada "Abacaxi", mas isso é pauta para outra hora. Viva a contracultura e seus artistas transgressores, isso é o que eu chamo de literatura rock 'n' roll.


Texto por Gabriel Henrique. 
Isso é tudo pessoal, até breve.

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