Os 50 anos da morte de um gênio atormentado


Não são raros os casos de artistas talentosos que morreram jovens e nunca chegaram a experimentar o sucesso em vida. Músicos, escritores, atores de cinema — muitos foram redescobertos apenas após a morte. Alguns deixaram este mundo no auge do reconhecimento, enquanto outros se tornaram parte do famoso "Clube dos 27", como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Amy Winehouse.

Por que inicio este texto com essa breve reflexão? Porque hoje completam-se 50 anos da morte (acidental ou suicídio? Nunca saberemos) de Nick Drake, cantor, compositor e músico prodigioso. Mestre na arte de tocar violão e dar voz às suas angústias em canções profundamente belas, Drake permanece como uma figura icônica e enigmática da música folk.

Oriundo de uma família abastada, nascido na Inglaterra, Nick Drake estudou literatura, mas sua verdadeira paixão era a música. Lançou três álbuns de estúdio, sendo o último o melancólico Pink Moon, considerado uma obra-prima da música folk. Contudo, em vida, ele nunca conheceu o sucesso. Angustiado e enfrentando possíveis transtornos mentais, morreu aos 26 anos, vítima de uma intoxicação por medicamentos controlados.


Era 25 de novembro de 1974 — há exatos 50 anos. Somente a partir da década de 1990, sua obra começou a ser redescoberta, passando a influenciar uma nova geração de artistas e conquistando uma legião de fãs em todo o mundo.


"I saw it written and I saw it say
Pink moon is on its way
And none of you stand so tall
Pink moon gonna get you all
It's a pink moon
It's a pink, pink, pink, pink, pink moon..."
(Nick Drake - Pink Moon)

Isso é tudo pessoal...

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